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Assessores de investimentos podem ajudar atletas em tempos de redução salarial

(Foto: Reprodução)


O ano de 2020 ficará marcado na história, inclusive no meio esportivo, pois, com o avanço da pandemia da Covid-19, houve paralisações de diversos campeonatos em todo o mundo, inclusive o adiamento da Olímpiada de Tóquio para 2021.

"Em nosso país, não foi diferente. Todas as competições estaduais foram suspensas. Também foram adiadas a Copa do Brasil e o Brasileirão, além da Libertadores da América, que é, para muitos, a principal competição do ano. Isso, sem falar de todas as demais modalidades. Assim, grande parte dos clubes teve que realizar cortes no salário dos atletas", observa William Machado, ex-jogador conhecido como Capita e, hoje, assessor de investimentos na Messem Investimentos.

"Para saber como administrar melhor o dinheiro e realizar boas aplicações para não sofrer durante a crise, principalmente devido a uma carreira mais curta, é necessário que os jogadores de futebol procurem um profissional responsável pela assessoria de investimentos e dediquem um pouco do seu tempo para entenderem melhor alguns produtos financeiros", salienta o ex-atleta que teve passagem de sucesso por Grêmio e Corinthians, e há pouco mais de um ano integra a equipe do maior escritório de investimentos do País, tornando-se sócio, pelos excelentes resultados obtidos no curto prazo.

"Decidi tornar-me um assessor financeiro, ainda no vestiário quando jogava futebol, ao perceber que a maioria dos meus companheiros administrava muito mal o que ganhavam. Quando atuei em equipes de proporção maior, percebi que, mesmo com os altos salários, os jogadores cometiam os mesmos erros, mas em proporções maiores", destacou Machado, que concluirá a graduação do curso de Ciências Contábeis este ano.

Ele decidiu ajudar alguns companheiros de equipe com conselhos individuais e afirma que, mais importante do quanto é a sua remuneração, é o quanto se gasta. "No cenário de crise que está ocorrendo agora com os clubes, fruto de má gestão e não apenas da pandemia, agravam-se os atrasos salariais e outros problemas", pondera.

Dentre os clubes, o Palmeiras anunciou redução de 25% dos salários dos jogadores, técnico, executivos e diretores não estatutários, pois os trabalhos estão interrompidos desde 16 de março. O Santos diminuiu em até 70% os vencimentos de todos os funcionários que recebem acima de seis mil reais, incluindo os atletas. A medida segue até o próximo mês. O próprio Flamengo, clube com o melhor balanço financeiro do País no ano passado, anunciou um acordo de redução nos contratos de 25% nos meses de maio e junho.

A esmagadora maioria dos jogadores de futebol no cenário brasileiro não recebe grandes salários e, ao iniciar a carreira, acaba largando os estudos. Alguns atletas só procuram assessorias quando estão em fase final de carreira. "Em profissões que são mais instáveis, o ideal é a pessoa ter uma reserva emergencial mais longa, com mais de seis meses, e com isso, estará mais protegida de qualquer eventualidade", destacou.

Segundo William, sua atual carteira de clientes conta com 35% de atletas. O agente também destaca que o brasileiro precisa aprender mais sobre o mercado financeiro, principalmente para sair de péssimos "investimentos", como a poupança. O ex-jogador conseguiu o certificado para atuar como agente autônomo há dois anos.

"Na função, o principal desafio é entender primeiramente o perfil (de investidor) do cliente. Aqui, trabalhamos com todos produtos disponíveis na plataforma XP Investimentos. "A maior armadilha para alguns atletas é que eles têm um padrão de vida muito elevado durante a carreira. Quando se aposentam, muitas vezes não conseguem se adequar à nova realidade e perdem tudo em questão de poucos anos."

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