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Sem nunca jogar no profissional do Fluminense, atleta ganha ação de quase R$ 1 milhão contra clube

(Foto: Nelson Santana / Fluminense FC)


Um dos maiores problemas que o Fluminense enfrenta nos últimos anos são os processos de ex-jogadores do clube na Justiça. E tem até atleta que nunca jogou no profissional com a camisa tricolor nesse bolo. Na última segunda-feira, Alan Fialho ganhou uma ação de R$ 904.550,33, movida em fevereiro do ano passado no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), com cobrança de salários atrasados, FGTS e verbas rescisórias.

Mas, afinal, quem é Alan Fialho? Perguntam-se os tricolores. Trata-se de um zagueiro naturalizado polonês que começou no Audax-SP e foi captado para a base do Fluminense em 2013. Ele chegou a treinar com os profissionais, mas nunca sequer estreou e passou a ser emprestado para vários clubes.

Ficou um ano no Legia Varsovia, da Polônia; cinco meses no Arka Gdynia, também da Polônia; quatro meses no Linense, de São Paulo; voltou ao Arka Gdynia por mais uma temporada; em 2017 passou poucas semanas no Samorin, da Eslováquia, quando lesionou o ombro e voltou ao Brasil para ser operado; e em 2018 foi cedido ao Volta Redonda, do Rio de Janeiro.

Em todos os empréstimos, o Fluminense é que continuou responsável pelos pagamentos dos salários do zagueiro. E mesmo sem nunca ter aproveitado o jogador, o clube renovou o seu contrato duas vezes, uma em 2016 e outra em 2017.

O vínculo tinha duração até o final de 2019, mas o próprio Alan Fialho obteve a rescisão na Justiça por falta de pagamento. O clube contestou os valores e entrou com recurso de revista, mas na última segunda-feira a Juíza Marly Silveira, da 75ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, deu ganho de causa ao atleta.

Confira o que cobra o jogador:

R$ 24.080,00 de FGTS não recolhido
R$ 40.157,53 de verbas rescisórias (saldo de salário, 13º salário proporcional, férias proporcionais +1/3, FGTS com multa de 40%)
R$ 542.000,00 de cláusula compensatória desportiva (multa prevista em contrato);
R$ 27.000,00 de 13º salário de 2016 e 2017;
R$ 15.000,00 de salário de dezembro de 2017.

O valor inicial era de R$ 648.237,53, mas com juros e correção passou para R$ 904.550,33. Falta ser quitada a quantia de R$ 884.824,60, e a Justiça determinou o pagamento em até 15 dias úteis, sob risco de penhora em caso de não cumprimento.

O lateral-esquerdo Giovanni, que defendeu o Fluminense entre 2015 e 2016, foi mais um a acionar o Fluminense na Justiça. Na última quarta-feira, o processo foi distribuído na 16ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) com a cobrança de R$ 270.000,00 de dívidas de direitos de imagem. A informação é do site "Esporte News Mundo" e foi confirmada pelo GloboEsporte.com.

Giovanni recebia R$ 45.000,00 de direitos de imagem no Fluminense e cobra valores atrasados de seis meses, entre agosto de 2018 e janeiro de 2019, período em que ficou emprestado ao América-MG. O lateral-esquerdo, atualmente no Bahia, disputou 56 partidas e marcou um gol com a camisa tricolor.

Globo Esporte

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